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Reportagem Trip: Estado Vegetativo (Ayauasca) |
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Written by GTP
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Isolado durante uma semana em uma palafita mágica, no coração do Peru, Arthur Veríssimo, sintoniza através da Ayahuasca uma misteriosa conexão entre a Amazônia e a Índia.
Com seu olhar penetrante, ele nos destinou a dieta da sagrada árvore ayauma,
mais conhecida como sala tree. Em quéchua, ayauma significa o Espírito Sem
Cabeça. Em jejum pela manhã, tomaríamos uma dose da infusão da casca da
árvore, depois outra dose na parte da tarde. Essa árvore cresce próxima a
locais onde há água abundante. Do tamanho de um coco, a fruta também é
conhecida como cannonball tree (bala de canhão), e seu nome científico é
Couropita guianensis; alcança 20 metros de altura. Nativa na floresta
amazônica, Malásia, Sri Lanka, Índia e Nepal, a tradição diz que tem o poder
de cura e de feitiçaria.
[...] Percebi os espíritos da floresta, viajei do mundo subatômico ao
macrocosmo... Conectei o guardião da planta ayauma, o rei dos espíritos
da selva, o eminente Sumiruna, e sob a forma de uma imensa anaconda ouvi seu
silvo, limpando como um tsunami meu corpo e meu espírito... Juan Flores se
aproximou me ofertando um copo de água fresca. Mais de sete horas de viagens
fascinantes depois, a onda energética dissipava-se... Depois dessa
fortíssima experiência, refleti que podemos escolher explorar essas dimensões
estranhas ou esperar que a destruição da Terra torne irrelevante qualquer
pesquisa: ou nos distanciamos ou buscamos a essência.
Voltando a São Paulo, mergulhei em uma pesquisa profunda via internet e
descobri que a poderosa ayauma (sala tree), além de árvore tradicional no
universo xamânico amazônico, é planta sagrada no Nepal, terra de Sidharta
Gautama, o Buda. Nos textos budistas, a árvore é mencionada por sua
clarividência. Em um antigo livro de gravuras narrando a vida de Buda vi uma
imagem do pequeno príncipe Sidharta com sua mãe, Mahamaya, caminhando sobre
flores no jardim do palácio de Lumbini: precisamente as flores da ayauma.
Amazônia, Índia... tudo está conectado.
Leia a reportagem completa:http://revistatrip.uol.com.br//159/arthur/home.htm
(após algumas páginas é necessário cadastro, gratuito; ou login do
UOL. Há também um vídeo de 10 min)

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