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Susanoo não se limita a ser apenas o deus das tempestades, também lhe chamam
"divindade veloz e impetuosa" ou "o macho impetuoso". Depois do episódio da
caverna, foi expulso do reino celestial de Amaterasu e dirigiu-se para a
província de Izumo, na costa da ilha de Honshu banhada pelo mar do Japão. Daqui,
Susanoo atravessou o oceano em direção à Coréia, no continente, onde plantou
florestas com os pelos da sua própria barba, é por isso que esta divindade
aparece também relacionada às florestas.
Há muitas outras lendas sobre Susanoo onde o seu papel nem sempre é negativo;
uma das mais populares é a que conta como matou o dragão de oito cabeças de
Izumo. Com oito taças de saquê, embriagou-o; noutra versão, o saquê tinha sido
previamente envenenado. Susanoo tinha assim feito uso da sua coragem e esperteza
a fim de salvar uma deusa menor, ainda jovem, cujas irmãs mais velhas tinham
sido todas devoradas, uma em cada ano e durante muitos anos, pelo dragão. A
heroína era a mais nova e, como era de se esperar, casou com Susanoo.
Na cauda do dragão morto, Susanoo encontrou um sabre, o segundo elemento das
insígnias imperiais. Numa altura em que não estava zangado com Amaterasu, caso
bastante raro, resolveu oferecer-lhe, recebendo em troca, as jóias que
constituem a terceira e última insígnia do imperador. Amaterasu ainda viria a
dar-lhe outras jóias, que Susanoo utilizaria depois para soltar os relâmpagos
anunciadores do seu poder.
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