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Nascida na Transilvânia, lendária e misteriosa região
da Romênia, Mirella Faur desde pequena mostrou-se uma criança "estranha e
diferente". Vivia no mundo mágico dos contos de fada, passando seus dias
na companhia da mitologia grega, nórdica e dos contos populares de sua terra.
Com a entrada do regime comunista, resultando na prisão de seu pai e perda de
sua casa, Mirella saiu deste mundo mágico para uma triste realidade. E assim
foi vivendo até que, em 1963, juntamente com sua família, Mirella pôde sair
do país que a oprimia e vir para o Brasil, nação que, com seu calor tropical
e humano, não demoraria a tornar-se sua verdadeira pátria
Descobriu então um outro mundo, com liberdade de expressão, valorização de
seu trabalho (sua formação é em Farmácia Química, com especialização em
Farmacodinamia e Microbiologia) e a possibilidade de ingressar em um maravilhoso
universo místico. Avidamente, lia a respeito de tudo: espiritismo, doutrinas e
práticas orientais, numerologia, astrologia, parapsicologia e ufologia. Freqüentou
diversos grupos esotéricos até que, em 1969, juntamente com Claudio Capparelli,
seu companheiro desde 1966, conheceu a obra literária e o trabalho de W. W.
Matta e Silva. Passou a freqüentar seu grupo de Umbanda Esotérica e, apesar de
discordar de certos conceitos e preceitos patriarcais do Mestre Matta,
encantou-se pelos cânticos, pela luminosidade suave das velas e símbolos enigmáticos,
seguindo este caminho até alcançar o grau máximo de iniciação. Ao mesmo
tempo, Mirella continuava sua busca em outras áreas, fazendo canalização de
mensagens psicografadas e passando a estudar Astrologia com Alexandra de Pol.
Em 1972, com o nascimento de sua única filha, Mirella e Claudio mudaram-se do
Rio de Janeiro para São Pedro d'Aldeia e posteriormente para Petrópolis. Foi
nesta cidade que começou a praticar profissionalmente a Astrologia e a exercer
seu lado artístico, pintando quadros com temas astrológicos e espirituais.
Continuava na Umbanda e passou a participar de grupos de cura espiritual,
contatos com inteligências extraterrestres, cursos de parapsicologia,
magnetismo, telepsiquismo e magia mental.
Em 1984, com a mudança para Brasília, suas atividades diminuíram devido à
distância da Chácara, embora seus estudos continuassem intensamente: Runas,
Tarot, geomancia e mitologia celta e nórdica. Junto à Fraternidade da Cruz e
do Lótus trabalhou com limpeza psíquica e nos Rituais da Chama Violeta, mesmo
depois de iniciados os trabalhos com Umbanda Esotérica, realizados inicialmente
na Fraternidade e posteriormente na própria Chácara Remanso.
Na Chácara, além da Umbanda, trabalhava como mediadora entre vários planos
energéticos e níveis espirituais no grupo Krys Tao. Apesar de ter seu tempo
tomado, ainda sentia que lhe faltava uma atividade na qual houvesse uma conexão
mais profunda, uma relação mais completa com a Fonte de Criação. Faltava em
sua vida o Sagrado Feminino. Como no Brasil as doutrinas ainda centravam-se nos
valores patriarcais, Mirella passou a buscar em outras tradições e outras
culturas. E foi em 1989, ao ler Spiral Dance, de Starhawk, que teve a confirmação
de que aquilo que buscava era uma realidade. Vieram então When God was a Woman,
de Merlin Stone, The Great Cosmic Mother, de Monica Sjöo, The Great Mother, de
Neuman, e O Cálice e a Espada, de Riane Eisler. A partir deste momento suas
leituras se concentraram em livros, estudos, pesquisas, lendas e mitos centrados
no movimento mundial conhecido como o Ressurgimento do Sagrado Feminino, o
retorno da Deusa.
Em 1991, durante uma peregrinação em Glastonbury, Mirella teve uma regressão
espontânea e, ao ouvir a voz da Deusa ressoando em sua mente e seu coração, não
teve mais dúvidas e passou a dedicar seu trabalho, sua energia e sua vida para
a Deusa. Assumiu de corpo e alma a tarefa que Ela havia lhe designado: ajudar as
mulheres a despertarem do pesadelo patriarcal e reconquistarem sua sacralidade
milenar. Considerou sua missão na Umbanda encerrada quando, em 1992, fez a
capa, as ilustrações e a revisão do livro "Pemba, a Grafia Sagrada dos
Orixás", e começou, em 1993, seu trabalho público com mulheres.
Estudiosa e praticante da Astrologia desde 1972 Mirella usa o mapa astral como
um caminho para o auto-conhecimento e transformação, possibilitando às
pessoas novos enfoques sobre seu potencial e (desta forma com) melhores opções
vivenciais.
O mapa astral define o quadro planetário (de acordo com o lugar e momento
preciso do nascimento) que possibilita perceber as energias e influências que
determinam a estrutura física, emocional, psíquica, espiritual e social de um
ser humano. Compreende-se assim a personalidade, o comportamento, as mudanças e
o desenvolvimento individual, sem culpar o karma ou os planetas pelos infortúnios
ou dificuldades, mas como uma predisposição inata, ativada pelos ciclos planetários
e usada de acordo com o livre arbítrio e o grau de consciência.
Através do aconselhamento astrológico Mirella procura auxiliar as pessoas a
desenvolverem uma percepção consciente da sua situação atual, dos seus
sentimentos e temores, e das mudanças internas ou externas necessárias após
tomarem suas próprias decisões. Mirella explica as influências planetárias,
sugere alternativas vivenciais, opções terapêuticas ou espirituais, levando
em conta todos os fatores presentes no contexto global cosmológico.
Como métodos específicos de aconselhamento Mirella utiliza o método do
"Meio do Céu Evolutivo" (do astrólogo francês Don Neroman), as
"Distância Médias Planetárias" (do astrólogo alemão Reinhold
Ebertin), os nódulos lunares, a Lua negra, os trânsitos planetários, os
ciclos evolutivos, os retornos solares, os mapas compostos e a sinastria dos
relacionamentos.
pesquisa elaborada por Kendra
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