Atena, A Virgem Guerreira (PCGTP) PDF Print E-mail
Written by Karina Karidwen   

Palas Atena é a deusa dos guerreiros vitoriosos porque no seu nascimento aparece armada e disposta para a sua missão. Mas, além disso, esse acontecimento partenogenético, sem mãe nenhuma, já proclama a sua futura condição virginal. 

Atena sai diretamente do crânio paterno e não necessita de nenhum seio materno que a acolha durante a gestação. Talvez por isso, Atena não conheça nenhum homem sem que necessite dele. É uma mulher de uma única peça, sem fissuras nem ataduras familiares; por isso não é nada raro vê-la como uma divindade exclusivamente concebida para a vitória dos seus, dos filhos da Hélade. 

Com a passagem do tempo, Atena se vai tornando mais doce e toma um papel mais maternal para com os seus fiéis, até que se converte na deusa guarda do Estado e dos lares atenienses, primeiro, e de toda a área grega, depois.

A cidade, sinônimo do Estado nuclear grego, é o seu âmbito natural e a ela se dedica o seu reinado. Com a cidade também se englobam, muito mais adiante, os que vivem e trabalham dentro dos seus limites, e assim a guerreira Atena passa a preocupar-se pela sorte dos artesãos e termina atendendo os agricultores que alimentam os seus protegidos cidadãos.


ASSIM COMEÇOU A SUA VIDA ETERNA


Atena nasceu de Zeus, mas ele não era bom pai para os seus múltiplos filhos e abandonou a menina nas mãos do deus-rio Tritão. O bom deus tomou a mocinha sob a sua tutela como se fosse outra das suas filhas.

Criada nesse ambiente familiar, a jovem Atena encontrou a sua melhor amiga na filha de Tritão, e com esta menina da sua mesma idade, com a gentil Palas, entreteve os dias felizes da infância.

Mas a sua inocência ia acabar de um modo terrível: num dos muitos combates simulados entre as meninas, Palas esteve a ponto de bater seriamente na sua companheira Atena, mas Zeus, que não era tão mau pai depois de tudo, viu a cena e saiu em defesa da sua filha, distraindo Palas com a sua alforja de couro. Atena, livre do ataque, matou a distraída Palas sem reparar também no que estava acontecendo diante dos seus olhos. 

Em outras versões do mito se relata que a deusa Atena nasceu em Líbia, na margem do lago Tritão e foi recolhida por três ninfas que se encarregaram do seu cuidado e educação. Durante um dos jogos de guerra com que se entretinha Atena, como prelúdio infantil da sua vocação de guerreira, com a sua inseparável companheira Palas, perdeu o controle da sua lança e esta atingiu mortalmente a outra menina. Atena ficou horrorizada pelo acontecido e no seu escudo, que já nunca mais serviria de brinquedo, escreveu o nome de Palas e fez com que, já para sempre, o nome da perdida amiga fosse precedendo o seu próprio, Palas Atena.

 
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Original em www.godchecker.com