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Evento 10 ANOS DE BRUXARIA NO BRASIL PDF Print E-mail
Written by GTP   

Em Outubro de 1998 acontecia um evento que mudaria para sempre o Paganismo nacional: O 1° ENCONTRO DE BRUXARIA NO BRASIL.

Neste ano comemoraremos 10 ANOS desse importante feito!

Participe do evento em comemoração aos 10 ANOS DE BRUXARIA NO BRASIL no dia 18/10 em São Paulo.

Assista a diversas palestras com os Bruxos mais atuantes do país em um evento inteiramente GRATUITO.

 

É claro que a Tradição dos Pentáculos estará lá com seus Sacerdotes fazendo a diferença nessa grande data histórica!

 

Mesa Redonda: OS RUMOS DA BRUXARIA NO BRASIL: PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Integrantes da Mesa: Aradia Marques, Ayesha Tamarix, Brendan Orin, Claudiney Prieto, Cláudio Crow Quintino, Cláudio Ramos, Denise de Santi, Edu Scarfon, Elide Cascone, Ghalladrian Moonstar, Hazel Von Morrighan, Helennah Fryggah Leão, Heloisa Galves, Mara Barrionuevo, Marcelo Barroso, Mavesper Cy Ceridwen, Michaella Enguel, Patricia Fox, Pietra di Chiaro Luna, Rossana Burti, Sabrina Alves, Tânia Gori, Tatiana Mandelli, Wagner Périco, Winifred Cahira

 

AYESHA TAMARIX (TAMARIS FONTANELLA) é Co-fundadora e Sacerdotisa da Tradição dos Pentáculos. Segue o Caminho da Deusa há 12 anos atuando na comunidade pagã no Grupo Tradição dos Pentáculos. Colunista em diversos sites pagãos é Terapeuta Reichiana e Bioenergeticista, com especialização em diversas áreas em terapias complementares, proprietária do Espaço Anima em Curitiba, com trabalhos de formação de terapeutas, círculos de sagrado feminino e xamanismo, formações de grupos terapêuticos e atendimentos individuais.


Visite o site http://www.10anosdebruxaria.k6.com.br para mais informações.

 
Reich PDF Print E-mail
Written by GTP   

REICH: TEORIA DA VIDA E TEORIA DO CONHECIMENTO (1)

Ailton Bedani (2)

Ao longo de sua obra, Wilhelm Reich (1897-1957) estabeleceu interfaces com várias áreas do conhecimento: Sexologia, Psicanálise, Epistemologia, Pedagogia, Sociologia, Biologia, Física, Meteorologia. Mais do que um adepto do ecletismo, ele se dedicou especialmente a investigar, em diversos campos, as manifestações de um singular processo energético. Na maturidade de seu trabalho o autor comentou que havia se dedicado "ao campo da Psiquiatria como um cientista natural. Esse interesse foi ditado, em primeiro lugar, pela questão da energia. Já era assim em 1919”.(3)

Em 1919, quando ainda cursava medicina na Universidade de Viena, Reich deu início às suas pesquisas. A “energética” e os fundamentos epistemológicos da produção científica são os temas que inauguraram sua obra e acabaram norteando toda sua produção. O jovem universitário suspeitava “que a energia funciona ANTES de qualquer massa; que não é a matéria, mas sim, a energia que é primária; que a massa precisa ser derivada, de alguma forma, da energia”.(4)  Apaixonado, também, por Biologia, ele colocava a si mesmo, todo o tempo, a intrigante questão “o que é a vida?”. No decorrer de seus diversificados estudos extracurriculares, identificou-se com concepções filosóficas que se recusavam a assemelhar o funcionamento do vivo ao das máquinas e simpatizou com teorias que especulavam sobre uma energia biológica específica; acreditava, no entanto, que tais formulações precisavam alcançar status científico-natural. Convicto que a elaboração científica é indissociável da crítica epistemológica, ele adotou, desde o início de suas investigações, uma diretriz professada pelo filósofo Henri Bergson: teoria da vida e teoria do conhecimento são “inseparáveis uma da outra”.(5)

Formalmente aceito, em 1920, como membro da Sociedade Psicanalítica, Reich, por quatorze anos, procurou extrair conseqüências teóricas, clínicas, pedagógicas e políticas da teoria freudiana da libido. Empreendendo, no âmbito do movimento psicanalítico, uma série de pesquisas originais, ele elaborou, no período 1922-1926, a teoria da “potência orgástica”, teoria essa que se tornou o eixo de sua obra: “potência orgástica é a capacidade de se entregar ao fluxo da energia biológica, sem quaisquer inibições; a capacidade de descarregar completamente, por meio de convulsões involuntárias e prazerosas do corpo, a excitação sexual acumulada”.(6)

Entre 1927 e 1934, Reich desenvolveu uma nova metodologia terapêutica (a Análise do Caráter) e procurou, também, estabelecer conexões entre  Psicanálise e Marxismo. Apoiando-se na concepção freudiana de sexualidade, na noção de potência orgástica e, também, no materialismo histórico e dialético de Marx e Engels, o autor agregou esse arsenal teórico-epistemológico a um convívio direto e intenso com a população economicamente desfavorecida. Atuando inicialmente em Viena (1927-1930) e depois em Berlim (1930-1933), ele se esforçou em demonstrar, por meio de publicações e de um amplo trabalho social, que política e sexualidade são domínios mutuamente dependentes.

Expulso, em 1933, do Partido Comunista e excluído, no ano seguinte, da Sociedade Psicanalítica, Reich, ameaçado pelo nazismo, procurou guarida em vários locais e acabou se exilando, em 1934, na Noruega. Nesse país, sua pesquisa pôde alcançar dimensão laboratorial. Ingressando no campo da Biofísica, o autor investigou o “comportamento” de correntes bio-elétricas que se movem coligadas aos estados emocionais do indivíduo; realizando experimentos na área da Biogênese, identificou vesículas que expressam estágios intermediários entre o inorgânico e o orgânico. Além de ampliar sua metodologia terapêutica (em 1935 surge a Vegetoterapia Caractero-Analítica) e aprimorar seus estudos sobre a lógica que rege o funcionamento do vivo, Reich detectou, em 1939, uma energia que atua em estratos biológicos profundos. Logo em seguida seus experimentos levaram-no a crer que aquela singular energia, inicialmente observada em seres vivos, fazia-se presente, também, na atmosfera. Nomeou, então, essa força básica como “energia orgone cósmica” e fundou um novo ramo de pesquisas, a Orgonomia.

Vivendo nos EUA desde 1939, Reich dedicou-se, por quase duas décadas, a realizar criteriosos experimentos e a descrever, em vasta literatura técnica, as manifestações da energia orgone nos domínios do vivo e do não-vivo, no micro e macrocosmos; preocupou-se, igualmente, em mapear a específica dinâmica dos fenômenos orgonóticos e em integrar Orgonomia e Matemática. Suas pesquisas conduziram-no, em seu período norte-americano, a áreas tão distintas como a Oncologia e a Meteorologia, posto que certas disfunções da energia orgone podem ser observadas, no entendimento do autor, tanto no câncer quanto nos processos de desertificação do planeta. Embrenhando-se em diversos campos de estudos (Física-Orgone, Biofísica-Orgone, Orgonoterapia, Pedagogia Orgonômica, Orgonometria), o pesquisador continuou, no entanto, denunciando os sistemas ideológicos que negam a vida e anestesiam, desde a infância, as capacidades críticas e as forças emocionais-sexuais.

Sistematicamente monitorado pelo Federal Bureau of Investigation e, desde o final da década de 1940, vítima de calúnias publicadas na imprensa e em revistas científicas, Reich passou a ser investigado, também, por outro órgão governamental, a Food and Drug Administration. Nos anos 50 o cientista acompanhou de perto a paranóica era macartista, além de se ver envolvido em um intrincado processo judicial, que resultou em sua prisão em 1957. Nesse mesmo ano ele faleceu, vítima de ataque cardíaco, em um presídio norte-americano.

Meio século se passaram desde a morte de Reich, mas ainda são poucos os estudos que procederam a uma reavaliação criteriosa de sua obra. Esse fato chama atenção, pois a pesquisa reichiana oferece, a nosso ver, ferramentas ímpares para refletirmos sobre nossa explosiva crise social e seus concomitantes problemas éticos e ecológicos.
 

1- Artigo publicado no Jornal da Unesp, Junho/2007– Ano XXI – nº 223. Também disponível em http://www.unesp.br/aci/jornal/223/supled.php  
2 - Psicólogo, Psicoterapeuta da Corporalidade, Mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Coordenador Pedagógico do Programa de Formação em Abordagem Clínica Reichiana e Gerenciador do Espaço ORG2.
3- REICH, W. Man’s roots in nature. Orgonomic Functionalism: A journal devoted to the work of Wilhelm Reich, Rangeley, Maine, v.2, 1990.
4- REICH, W. Orgonomic functionalism in non-living nature. Orgonomic Functionalism: A journal devoted to the work of Wilhelm Reich, Rangeley, Maine, v.6, 1996.
5- Bergson, H. L’evolution créatrice. In: Henri Bergson - Oeuvres. Paris: Presses Universitaires de France, 1984.
6- REICH, W. The function of the orgasm: Volume 1 of the discovery of the orgone — Sex-economic problems of biological energy. Great Britain: Condor Book, 1989.

 
A necesidade de uma espiritualidade feminista PDF Print E-mail
Written by Aimará Chuva   
Conforme Z Budapest nos diz em seu texto chamado "Women´s Religion, As In Heaven, So on Earth" (Religião das Mulheres, Assim na Terra Como no Céu), as questões políticas são tão importantes quanto as questões religiosas. Isso porque os mitos são criados no passado e as pessoas seguem acreditando nele por anos a fio.

Algumas pessoas crescem em famílias pagãs e, por isso, sabem da importância da mulher, mas a maioria delas é educada em famílias patriarcais e, em minha opinião, estas precisam mais de uma espiritualidade feminista/feminina do que famílias de bruxas ou mulheres pagãs.

Precisamos conscientizar as pessoas sobre como é estranho haver uma religião que foca somente no lado masculino. Quando as pessoas aprenderem que existe uma espiritualidade feminina, uma religião da Deusa - porque a religião é uma questão importante para as pessoas em geral -, as mulheres serão mais respeitadas como seres humanos.

Como os sistemas simbólicos não devem ser simplesmente rejeitados, mas sim substituídos por outros sistemas, conforme nos diz Carol P. Christ em seu texto "Why Women Need the Goddess" (Por que as Mulheres Precisam da Deusa), com a religião da Deusa devemos criar uma nova motivação nas pessoas, uma motivação que valorize as mulheres e suas crianças.

A Deusa é um símbolo de mulheres poderosas, e através Dela nós queremos ter de volta nossos corpos e nossos ciclos, assim como queremos valorizar a nós mesmas e a Terra.

Para terminar, uso as palavras de Laurie Sue Brockway: "o mero conceito de uma divindade feminina dá a nós, mulheres mortais, permissão para sermos tudo aquilo que queremos ser".

Por Aimará Chuva

 
Conjuro da Queimada PDF Print E-mail
Written by Nadile   
(adaptado por Nadile/abr/2008)

Corvos, corujas!
Sapos, Gatos pretos!
Demos, trasgos, malditos,
Espíritos das Planícies Enevoadas!

Salamandras, feitiços das feiticeiras!
Lugar dos vermes,
dos ratos e das aranhas!
Lume das Sepulturas...

Figas negras, cheiros fúnebres!
Tronos e raios!
Uivo de cão, pregão da morte!
Focinho de porco e pé de coelho!

“Com esta colher levantarei
as chamas deste fogo
que se assemelha ao Hades... (gritos, uivos e assobios...)

“Ouçam!
Ouçam os gritos dos malefícios
que se queimam na aguardente,
ficando assim purificados!

“E quando esta bebida
descer pelas nossas goelas,
ficaremos livres
dos males da nossa alma
e de todos os ínferos!!!

“Forças do ar, da terra,
da água e do fogo,
se é verdade que tendes
mais poder que a humana gente,
fazei que os espíritos
dos amigos que estão fora
participem desta queimada...
 
Elementos e Elementais PDF Print E-mail
Written by Vane Reichert   

Base, forma, sensação,
Estabilidade, purificação,
Intelecto, emoção,
Dentro da nossa mente e coração.

Estão no que sentimos,
No que pensamos,
No que vivemos
E no que tocamos.

Dentro de nós
E ao nosso redor,
Também nos animais
E na pequena flor.

Ar, sopro de vida,
Fadas que trazem alegria,
Necessário, imprescindível,
Para que tenhamos energia.

Energia que vem do fogo,
Que nos dá força e vitalidade,
Salamandras e dragões,
Nos trazem força e paixões.

Paixões, emoções,
Emoções trazidas pela água,
Água que mexe com nossos corações,
É também lar das Sereias e Ondinas.

Nada disso seria possível
Se não existisse a terra,
Que forma nosso corpo estável
Nesta fase terrena.

Gnomos e Duendes,
Protetores da terra,
Os outros elementos
Se apóiam nela.

Água, ar, fogo e terra,
Ondinas, Fadas, Salamandras e Gnomos,
Me ajudem, me guiem neste caminho,
Onde busco espiritualidade e equilíbrio.

 
Carinho: Cora Ann Anderson PDF Print E-mail
Written by GTP   

Cora Ann Anderson
January 26, 1915 ~ May 1, 2008

Cora Ann Anderson, 93,  fez sua passagem no início da manhã de quinta-feira, dia 1 de maio de 2008.

Cora e seu marido, Victor Anderson (passagem em 2001) são bem conhecidos como os Mestres/Fundadores da Tradição Feri, uma das bases da nossa tradição (Tradição dos Pentáculos) na prática da Bruxaria Tradicional, e que nos abriu caminhos para o aprofundamento na Huna como práticas do aperfeiçoamento dos Pentáculos de Chumbo e Pérola.

Para Cora, em seu legado maravilhoso, deixamos nossos agradecimentos:

"No aconchego quente dos braços da mãe, o soluço com mágica torna-se um ressonar tranqüilo ,acalentados pelas mãos suaves que num deslizar contínuo pelos cabelos, fazem com que os medos se dissipem ... e a tranqüilidade volte a reinar.
É no dia-a-dia que a magia se mostra ... na delicadeza dos gestos ..., na rapidez com que concilia seus afazeres ... tudo parece se harmonizar a seu toque ... é rico vê-la ao redor do fogão. O aroma que sobe de seus cozidos enfeitiçam o paladar, enlouquecem de desejos os pensamentos ... maravilhosa alquimia é seu cozinhar!!
Seu viver é todo magia, Mãe-mulher! Ao findar do dia, estás instituída de poder, cada detalhe foi administrado com graça, mesclas viver e sonhos, aconteces ... realizas !!!
Não se pode destituir mulher de magia. A Mãe natureza vestiu-a de um "que" especial não entendido, não explicado ...  apenas sentido em cada gesto...vivenciado na magia suprema do poder "CRIAR"!*"

Comunidade Tradição dos Pentáculos

 

* Poesia Mãe-mulher-magias de Lua_Edna

 
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Original em www.godchecker.com